
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Comunicar é preciso
Se comunicar, em um mundo cercado de dispositivos tecnológicos, deveria ser uma atividade fácil, mas não é bem assim. As comunidades do mais popular site de relacionamentos, o Orkut, estão repletas de participantes que não participam, ou seja, eles ingressam em determinada comunidade mas não expressam sua opinião.
É curioso observar comunidades com milhares de participantes e apenas meia dúzia de usuários ativos comentando tópicos nos fóruns. O que justifica tanta passividade? O silêncio de muitos transforma os debates em uma troca previsível de opiniões.
Fenômeno contrário acontece nos sites dos grandes jornais, a participação dos leitores é ativa, notando-se um predomínio de pessoas com posições conservadoras. A agressividade de alguns leitores, no entanto, provoca o afastamento de quem não tem paciência para discussões em que prevalece o anonimato e a grosseria.
O desafio para os participantes desta comunidade, portanto, é o de transformar este espaço em um lugar de reflexão, proposição e debate. Neste sentido, convidar mais pessoas interessadas em discutir as questões diretamente relacionadas à comunicação popular pode contribuir para dar um novo ânimo a este projeto.
Então, o que está esperando?
Convide aquele amigo (a) simpatizante de causas sociais e amplie esta rede, publique um texto que você escreveu ou achou interessante na web, utilize as fotos, o blog e o vídeo para divulgar algumas de suas idéias, não perca tempo, sua participação será apreciada e você estará contribuindo para tornar este ponto de encontro mais interessante.
Acesse e participe:
http://www.comunicacaocomunitaria.ning.com
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O Brasil além do Real
O adesivo fixado na parede do barco que leva passageiros de São Luís (MA) ao município de Alcântara avisa: “Aceitamos Guará”. O anúncio provoca curiosidade. Interessado, um dos turistas a bordo pergunta: “Moço, o que é Guará?” Ao que o tripulante responde, orgulhoso: “É a nossa moeda, nosso próprio dinheiro”, apontando para um outro anúncio pendurado mais adiante.Ali, o cartaz traz informações sobre uma instituição bancária diferente, implantada pela própria comunidade. Trata-se do Banco Quilombola, o primeiro no País organizado por povoados descendentes de escravos. “Aqui, o gerenciamento das finanças está nas mãos dos moradores”, destaca o agente de desenvolvimento local Sérvulo Borges, um dos idealizadores da iniciativa.
Patrimônio cultural do Brasil, Alcântara reúne um conjunto de belezas naturais e arquitetônicas, mas também é marcada por desigualdades sociais. Desde 1980 o município serve de base para o centro de lançamentos espaciais do governo. “A instalação da base tirou milhares de quilombolas de suas terras, nos deixando num cenário degradante”, conta Borges.
Para ele, o banco comunitário representa uma chance de reverter esse quadro. “É uma forma de creditar às pessoas a possibilidade delas desenvolverem suas vidas, sem que a gente tenha que depender das regras dos bancos tradicionais”, acredita. “Somos uma experiência piloto. Temos o compromisso de dar certo”.
Inaugurado em novembro de 2007, no dia Nacional da Consciência Negra, o Banco Quilombola iniciou suas atividades com R$ 50 mil, dos quais R$ 20 mil repassados pelo Governo do Maranhão - quantia conquistada por meio de seleção pública de um projeto apresentado pela comunidade. Os outros R$ 30 mil são para empréstimos por meio do Banco Popular do Brasil, correspondente bancário que também possibilita o pagamento de contas e boletos pela população local.
Adesão
Ao que tudo indica, a iniciativa foi bem aceita pelos moradores. Já são mais de 800 os correntistas. Os comerciantes também aderiram. Andando pelas ruas de Alcântara, adesivos como o visto no barco multiplicam-se nas port
O objetivo da moeda social é fazer com a riqueza circule dentro do município. “A gente aceita o Guará como aceita o Real. A diferença é que o Guará é um dinheiro que roda aqui mesmo, a gente sabe que não vai sair daqui. É lucro para a comunidade”, afirma o taxista Eudes Duarte.
Dono de um armazém próximo ao Banco, Walter Pacheco se diverte com a originalidade da moeda social. “Todo mundo quer conhecer. Às vezes os turistas querem levar de lembrança para mostrar aos amigos. Pode uma coisa desta? Aí explico que não dá, senão a gente é que fica no prejuízo, né?”.
Metodologia reaplicada
O Banco Quilombola é uma das 40 instituições financeiras da Rede Brasilieira de Bancos Comunitários. O precursor do grupo é o Banco Palmas, que funciona há mais de 10 anos em Fortaleza (CE) e reaplica a metodologia aos demais. “Cada um desses bancos tem sua estratégia, seu conselho gestor e sua moeda social”, destaca Joaquim Melo, presidente da Rede e um dos fundadores do Palmas. De acordo com ele, um dos principais requisitos indispensáveis para montar a instituição é o controle social.
A principal diferença dos bancos comunitários para os tradicionais é que eles não visam o lucro. Em vez disso, apoiam o desenvolvimento local integrado por meio do financiamento de pequenos grupos produtivos. Para empréstimos em Real, a taxa de juros varia de 2% a 4% ao mês. Em moeda social, não há cobrança de juro.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Comunidades tradicionais na Assembléia
Representantes de comunidades tradicionais pronunciam-se na Assembléia.
Povos indígenas, cipozeiros, faxinalenses, quilombolas, pescadores artesanais e ilhéus lotaram a Assembléia Legislativa do Paraná na quarta-feira, 29 de abril. A audiência pública debateu a política nacional dos povos e comunidades tradicionais e promoveu o lançamento da frente parlamentar das comunidades tradicionais do Paraná.
Direitos negados
“Até hoje os povos tradicionais não foram reconhecidos pelo estado do Paraná”, lamentou a quilombola Mariluz Marques, uma das coordenadoras da Rede Puxirão. “Estamos nos articulando em rede para lutar pelos nossos direitos territoriais e por políticas públicas exclusivas para as comunidades, que contemplem suas necessidades”, esclareceu Mariluz.
Desdobramento
Foi encaminhada a formação de um grupo de trabalho Pró-Comissão de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Tradicionais, composto por representantes do poder público e das comunidades tradicionais. O prazo estabelecido para montar a comissão é de três meses. A primeira reunião do grupo se dará dia 19 de maio.
Integrantes de comunidades quilombolas compareceram em peso à audiência.
O evento foi uma iniciativa da Liderança do PT na Assembléia em parceria com a Rede Puxirão, formada por povos indígenas, cipozeiros, faxinalenses, quilombolas, pescadores artesanais e ilhéus; o Instituto Equipe de Educadores Populares; o Conselho Indígena Missionário; e a Organização Terra de Direitos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Doceiros, borracheiros, camelôs, costureiras, manicure, barbeiros, eletricistas, artesãos, chaveiros vem... se tornar um microempreendedor!
há 11,1 milhões de brasileiros que atuam com pequenos negócios informais e atendem aos requisitos para formalização como empreendedor individual. São doceiros, borracheiros, camelôs, costureiras, manicure, barbeiros, eletricistas, artesãos, chaveiros, que agora têm chance de se formalizar e ter cobertura previdenciária. Para se formalizar como empreendedor individual, o trabalhador deve ter faturamento bruto de até R$ 36 mil e até um empregado. O processo de formalização será por meio da internet. Após acessar o sistema do MEI(Micro Empreendedor Individual) , o empreendedor sairá com CNPJ , em 30 minutos, poderá se considerar formalizado. Ele estará isento de impostos federais e irá contribuir com 11% do salário mínimo (R$ 51,15) e R$ 1 para o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) ou R$ 5 para o ISS (Imposto sobre Serviço), dependendo da atividade. Com a adesão, o empreendedor individual passa a ter toda a proteção da Previdência Social. Terá direito a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e, seus dependentes, pensão por morte e auxílio-reclusão. .
O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informa que a figura do empreendedor individual é fundamental no cenário de crise, porque irá possibilitar novas oportunidades à população. "As políticas que promovem a formalização das atividades empresariais ajudam muito a organizar o mercado interno e a dar dignidade a um enorme contingente de pessoas que lutam para começar seu próprio negócio", afirmou. Se você tem mais de 16 anos e e’ ou quer torna-se um micro empreendedor individual...procure mais informações no nosso site http://www.previdencia.gov.br/ e pelo telefone 135 (gratuito de tel fixo e publico) que tem seu horario atendimento das 7h as 22 h de segunda a sabado.
Conheça mais..e venha fazer parte das pessoas que acreditam no desenvolvimento Social..que contribuem para a sustentabilidade do Pais e para a PAZ no Planeta.
Manifesto Todo Teatro é Político
Os Artistas assumem o manifesto “Todo Teatro é Político”,que é a representação dos anseios de doze (12) grupos teatrais do Estado do Ceará que, atualmente, estão à frente do movimento em prol da criação da Cooperativa Cearense de Teatro e dos demais grupos, artistas e outros que venham subscrever esse movimento.
Cultura é obra e identidade de cada povo. Fruí-la e produzi-la é um direito de todos. Esse direito é reconhecido e previsto em lei. Compreendemos, porém, que o direito não é dado, mas conquistado. Todo direito é fruto do exercício da luta. Acreditamos que mais do que políticas culturais é preciso desenvolver uma cultura política, e é guiado por este pensamento que nesse momento artistas e ativistas, produtores e fruidores da cultura,se juntam para fortificar nossas armas: palavras, sons, movimentos, cores, gestos e consciência.
Em um exercício de cidadania,buscam melhorias para a classe teatral do ceará e a livre fruição do fazer teatral no estado.A arte é espontânea e construtiva,e trilhando para uma democracia cultural a classe artística do teatro cearense realiza uma ação conjunta para a implantação da cooperativa cearense de teatro do ceará,esperando que seus anseios também venham a serem compartilhados por outros membros e que a comunidade também se conscientize do momento histórico que vivemos.
Acreditamos que o cooperativismo é essa forma de organização em que, mesmo sendo plurais em nossas criações, possamos estar juntos num coletivo de coletivos, na conquista de direitos, no fortalecimento da organização e na criação de mecanismos de fomento para a atividade e a produção teatral de nosso Estado.
É com essa compreensão que os grupos teatrais e pessoas envolvidas no movimento de implantação da cooperativa,sentiram a necessidade de criar um espaço dialógico,uma ferramenta coletiva de luta,um instrumento de gestação de idéias e objetivação das lutas daqueles que fazem o teatro cearense. E que venha a cooperativa então!
Por Cristiane Pires
Basquete de Rua - A quadra é o nosso palco
“ Aqui, dentro da quadra, todo mundo é igual, não tem rico nem pobre, nem preto nem branco. O grande lance é jogar basquete e dar show para galera que vem assistir”, afirmou o mestre de cerimônias das partidas, MC YO.
A última etapa da LIBRA foi encerrada com um grande show gratuito com bandas de soul, rock e rap, reafirmando o clima de todo o evento: paz e muita música.
Veja as fotos AQUI
Débora Castro
Mulher e mídia
Vide vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=C4FRLhITjys&feature=player_embedded
Cidades Invisíveis revelam Minas Gerais

O Projeto Cidades Invisíveis, uma parceria entre as ONGs Contato e Fábrica do Futuro e a Rede Minas de Televisão, chega ao final e apresenta olhares singulares de cidades e culturas de Minas Gerais.
Durante todo o projeto, iniciado em agosto de 2008, foram percorridas 09 cidades mineiras (Araçuaí, Divinópolis, Januária, Juiz de Fora, Ouro Preto, Pirapora/Buritizeiro, Pouso Alegre, Viçosa e Uberlândia) e em cada uma delas foram produzidos dois vídeos de curta duração revelando aspectos marcantes e pouco conhecidos sobre a cidade e cultura local.
Os produtores desses vídeos foram selecionados em Pontos de Cultura e afiliadas da Rede Minas presentes nas cidades, com essa inédita aproximação, entre TV Pública e Pontos de Cultura, espera-se criar novos núcleos de produção audiovisual que descentralizarão a comunicação através da democratização do acesso ao aparato técnico e da capacitação de novos agentes.
Em breve os vídeos estarão disponíveis e farão parte da grade de programação da Rede Minas.
domingo, 3 de maio de 2009
Dicas para postagens em blogs
Ou um vídeo?
Seus problemas acabaram!
Acesse dicas ótimas nesse link e incremente suas postagens
por Equipe de Tutoria
A EDUCAÇÃO CONTRIBUI COM A SOCIEDADE MUITO MAIS DO QUE OS BELOS DISCURSOS DIZEM
Por Cris Alves
Desde a minha época de colégio (e veja lá o que você está pensando... não faz tanto tempo assim) eu me impressionava pelo desinteresse de tantos alunos sobre o meio em que eles convivem. As vezes eu me convenço que nasci na época errada, adoraria viver quando as coisas não eram tão legais e os jovens lutavam para transformar isso (ditadura, movimento hippie...), pra quem acredita em reencarnação, pode me considerar uma reencarnação de uma revolucionária, porque em toda a minha vida fui adepta a máxima “mais vale um herói morto do que um covarde vivo”.
A juventude sempre cumpriu um papel importante na História dos povos. No Brasil, também foi assim, momentos importantes da história do país foram protagonizados por jovens estudantes, alguns exemplos:
- Em 1710 quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes enfrentaram os invasores, expulsando-os.
- Em 1786 doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.
- Em 1827 foi fundada a primeira faculdade brasileira. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.
- Até que em 1937 foi criada da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.
- Em meio a ditadura estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.
- E mais recentemente (1992) aconteceram sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo dando início ao movimento de estudantes chamado Caras Pintadas, que resultou no Impeachment do então Presidente Fernando Collor de Melo.
É pura verdade que estudantes foram autores também de movimentos repressores, como o fato histórico que alunos da USP protestaram contra o tropicalismo. Mas os saldos são super positivos. Os Grêmios Estudantis são uma herança dessa época, ele consiste em ser uma das primeiras oportunidades que os jovens têm de participar da sociedade. Com o Grêmio, os alunos têm voz na administração da escola, apresentando suas idéias e opiniões. Em 1968 a ditadura militar proibiu a criação e funcionamento dos grêmios estudantis como forma de alienar e prevenir revoluções, esse fato só ressalta o poder de transformação dessa comunidade (comunidade estudantil) organizada. Mas será que todos esses esforços e as inúmeras conquistas do passado, hoje não passam de lembrança...será mesmo? O direito a constituir grêmios estudantis permanece até hoje é direito alias garantindo por lei federal (Lei 7.398), e aonde estão os grêmios estudantis? Fiquei surpresa em saber que no meu bairro existe 5 escolas públicas e nenhuma delas possuí um grêmio estudantil. Onde está a juventude?
Grêmios estudantis são entidades onde todos exercem sua cidadania, ou seja: lutam por uma maior e melhor relação entre alunos e professores, bem como buscam uma formação escolar voltada para a realidade do país. Um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade. São entidades com um poder transformador incrível. Pelo que percebo e escuto diariamente as coisas não andam tão perfeitas assim, como se imagina ao observar este cenário estagnado. Seria o comodismo a doença do século que vem compondo este cenário? O comodismo é tão estúpido. É como passar a vida inteira dizendo tudo bem, mesmo sem estar. É se conformar que do buraco nunca irá se poder sair. O ser humano tem extintos de sobrevivência, tem extintos de proteção, tem extinto de autodefesa... deveria ter extinto de justiça, de lutar pela melhoria de sua vida e do outro, cada a chama da juventude? Onde se perdeu todo o entusiasmo e vontade? Seria realmente culpa da televisão? Seria realmente culpa da educação e do sistema político? Creio que seria no mínimo incoerente colocar a culpa no sistema político, pois foi na época da ditadura que aflorou-se os grande movimentos estudantis... por a culpa na televisão? É talvez, afinal ninguém pensa mais, ninguém se comunica, tudo que a TV diz é o correto para todos... acredito que a maior culpa está na nossa incansável busca por culpados. Não tenho as respostas, mas também não sei se essas são as perguntas certas. Falando francamente, não sei se devíamos achar respostas, tão pouco fazer perguntas.
Se você é estudante só uma dica: aja não deixe sua juventude morrer prematuramente. Alguns links bem legais, que podem ajudar muito nas ações de grêmios ou mesmo em sua formação:
- subsídio para grêmios estudantis:ttp://www.
- cartilha para montagem e manutenção de grêmios: www.umes.org.br/global/pdf/
- o papel do grêmio estudantil: www.webartigos.com/articles/
- tudo que você precisa saber sobre os grêmios estudantis: http://www.diaadiaeducacao.pr.
Abraços e Boa Caminhada!!!
Cris Alves
sábado, 2 de maio de 2009
Aqui não, istepô!
Recentemente, 22 de abril, o Pântano do Sul viu a tranqüilidade do lugar ser ameaçada, a comunidade foi convocada para uma audiência pública, o motivo era a apresentação de um Rima (Relatório de Impacto Ambiental) e da viabilidade da construção de um enorme condomínio de alto padrão, com estimativa de 6 mil novos moradores à sua conclusão e com todo o tipo de impacto que um grande empreendimento como este gera em seu entorno. Pra começar, 6 mil é justamente o número de atuais moradores, agora dá pra imaginar o que acontece num espaço quando dobra sua população. A discussão seguiu como qualquer um imaginaria, os empresários enumeraram as vantagens e deram prováveis soluções para esgoto e abastecimento, para as questões ambientais e logísticas. O que talvez não esperassem é que mais de 40 pessoas da comunidade de pescadores, aliados a moradores das mais diferentes profissões (biólogos, professores, engenheiros, etc), pedissem a fala e elencassem falhas, problemas do tal relatório e mostrassem a insatisfação com o projeto. Haverá desdobramentos, mas uma mensagem ficou clara: a comunidade não quer este tipo de desenvolvimento. Entendeu, ô istepô!
Por Tissiano da Silveira
A demanda por água está rapidamente esgotando o suprimento, fato que pode ser atribuído à razões, como: má administração dos recursos hídricos, aumento da população, ineficiência e desperdício de água em irrigação, uso inadequado das terras e desmatamento. Assim, e apesar dos três quartos da superfície da Terra serem recobertos por água, o que chega a um total de 1,5 bilhão de km3 de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. O mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água – apesar da abundância. O fato é que apenas uma pequeníssima parte de toda essa água do planeta Terra serve para abastecer a população -, e diante de tal realidade a projeção, segundo a ONU (Organizaçaõ das Nações Unidas), é de que em 2025, dois de cada três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez -, ou seja, vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. 
Essa realidade já está bem próxima de nós -, pois, 29 países já teem problemas com a falta d'água e, o quadro tende a piorar. Diante de tal realidade, estima-se que na metade deste século, de dois a sete bilhões de pessoas, em mais de quarenta países, sofrerão de escassez de água potável. Escassez preocupante inclusive no Brasil, que é considerado o país das águas, já que detém 12% do volume de água doce existente no planeta. Notadamente, a água deve ser usada racionalmente, não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. Portanto, utilizada com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Visto que ela é a condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano, e, dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura – sendo sua proteção uma necessidade vital, além de ser a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Pois, apesar da abundância desse recurso no planeta, a sua escassez tem sido intesamente apontada como um dos problemas mais preocupantes do milênio.
Evite ações como estas...a natureza agradece!!

Prontamente, cabe a sociedade, a cada um de nós, buscar formas, meios que possam contribuir para promover ativamente o uso sustentável da água, bem como a proteção e melhoria do meio ambiente, e só através da Consciência Ambiental, ou da Educação Ambiental juntamente com uma Legislação Ambiental, atualizada e ajustada às condições locais e regionais, podem verdadeiramente imprimir mudanças comportamentais e, claro nos valores de cidadania. Pois, não adianta apenas cobrar, temos que fazer nossa parte, e a conscientização de cada um nesse processo é fundamental para obtermos mudanças significativas, não só em relação a preservação da água, mais de todos os recursos naturais.
Algumas dicas para combater o desperdício de água
› Não demore muito tempo no chuveiro. Em média, um banho consome 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, 25.550 litros por ano;› Lave o carro com balde em lugar da mangueira. O esguicho aberto gasta aproximadamente 600 litros de água. Se você usar balde, o consumo cairá para 60 litros;
› Você pode economizar 16.425 litros de água por ano ao escovar os dentes, basta molhar a escova e depois fechar a torneira. Volte a abri-la somente para enxaguar a boca e a escova;
› Vazamento em casa é responsabilidade de cada um e, na rua é responsabilidade das empresas de saneamento;
› Uma torneira pingando 10 gotas de água por minuto pode parecer bobagem mais desperdiçam 2 mil litros de água por ano – feche torneiras e registros, e faça testes no hidrômetro se houver alteração tem vazamento;
› Prefira os produtos reciclados - além de economia de energia, sua produção traz também economia de água;
› Economizar água na sua casa significa também economizar dinheiro - sem prejudicar a saúde e a limpeza da casa e das pessoas;
› Cuidado: Nada de "varrer" quintais e calçadas com esguicho; use a vassoura!
› Vamos preservar para não faltar!!
Por: Sylvia Collaço
Primeiro dia de aula no pré-vestibular comunitário "Nacional"


É uma nova turma que começa e enquanto membro da Rede Educafro Minas (rede de pré-vestibular para negros e pessoas da camada popular) quis me situar naquele espaço com minha experiência de vida e a partir disso dialogar com todas essas pessoas animadas em retomar aos estudos, buscando se qualificar através do cursinho para adentrarem no espaço de uma "monocultura dos saberes" denominado universidade.
O jogo de espelhos simboliza bem o nosso encontro. Ora uma dizia como é ser negra, ora outro comparava a migração da família do campo para cidade com a luta para entrar na universidade depois de muitos anos sem estudar, ora um se dizia do Nacional, ora do Bom Jesus, ora um se dizia favelado, ora educador da escola. Em cada fala fomos nos entendendo, nos desencontrando e produzindo conhecimento em uma "ecologia dos saberes". A pergunta que fica é: que universidade queremos? Pois, pensar numa universidade para todos é pensar uma universidade que não inviabilize as experiências dessas pessoas. Uma universidade enegrecida e sustentável precisa mudar sua epistemologia, precisa deixar emergir os saberes provenientes das diferenças.
Boas energias ao pré-vestibular do Nacional, que nesse encontro descobri como essa palavra "nacional" encobre uma multiplicidade de denominações, experiências, saberes, pontos de vistas. Para um desavisado "Nacional" inviabiliza toda uma classificação local geográfica dos lugares de moradia e vivência.


TEATRO TAMBEM E COMUNICAÇAO

A...LEM...DA Massinha
Um Projeto diferente que alia animação em massinha e lendas indígenas está acontecendo em algumas escolas da cidade de São Paulo, com o Apoio da Secretaria do estado da cultura em parceria com a Cooperativa Paulista de Culturas Populares o A...LEM...DA Massinha: Lendas Indígenas e Cinema de Animação promove o encontro da cultura indígena através de suas lendas com jovens que se tornam produtores de animação.
Confira a entrevista com Fernanda Forato Coordenadora desse projeto e como ela está inserindo a comunicação através da animação dentro dessas escolas:
http://vitroladavovo.podomatic.com/entry/eg/2009-05-02T12_13_32-07_00
Por Uirá Vital
Graffiti e identidade contemporânea
Na perifeira de Osasco, cidade da grande São Paulo, mais específicamente no bairro do Rochdalle, a prática do Graffiti uma dimensão características do movimento Hip Hop vem sendo desenvolvida ao longo de quase 18 anos pelo grafiteiro Dingos, suas obras que abordam violência, racismo, combate a condições degradantes de vida e drogas despertou a sensibilidade em muitos adeptos e multiplicadores de sua ação. O graffiti são expressões artísticas feitas com spray em paredes, muros ou qualquer outra superfície.Além de figura representativa na cena do movimento Hip Hop em Osasco, Dingos é arte-educador na Associação Eremim no mesmo município, desenvolvendo diversas ações e sendo um referencial para a juventude local, organizando diversos bate-papo com importantes personagens da cultura periférica em todo país, sua última ação com adolescentes e jovens do bairro do Rochdalle foi a organização do Workshop e bate-papo: Graffiti e Arte de Rua entre 17 e 19 de Abril com o artista Emol. Este encontro foi singular já que contou em toda sua organização com a participação ativa dos educandos da Associação Eremim, aliás a construção coletiva das ações culturais no bairro tem sido um importante exercício de formação da identidade contemporânea cultural desta juventude.
Esta arte puramente urbana além de ser uma criação artística, pode ainda ser um mediador em diversas discussões e bate-papo entre jovens durante todo o processo de criação e organização antes de partir para a produção propriamente dita.
Adriano Evangelista da Silva, educador.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Decidimos parar de sofrer. Decidimos criar caminhos diferenciados. Caminhos que nos tragam FELICIDADE, que sejam estimulantes, que nos façam menos alienados de nossa própria existência, que nos tornem mais solidários com a Natureza (que inclui coisas e seres). Decidimos inventar o “outro mundo possível” tão difundido nos últimos tempos...
Mas de onde vem essa “luz”, esse “milagre” fantástico? De nossas necessidades vitais que agora podemos compreender melhor... As mais íntimas e mais básicas...
Estamos aqui no ABC paulista, região ao lado do monstro São Paulo, de tradição operária, de mobilizações sociais, de urbanização feroz, mas também de muita cultura e muito sentimento. Ao mesmo tempo que nos facilitou vários progressos, degradou outros. Perdemos parte de nossas essências enquanto humanos e nos tornamos massa (números, mercadorias).

NÓS estamos falando de – e praticando – autonomia, liberdade, alegria, autogestão, ativismo cidadão, criatividade, arte. VIDA simplesmente. E NÓS somos indivíduos, grupos formalizados, coletivos alternativos e quem mais queira tentar o diferente. Processo que vai ser longo mas promete ser muito prazeroso. E que tem de ser iniciado JÁ...
Ficou curioso? Não hesite em se aproximar, participar e compartilhar essa criação permanente. Aqui, aí, seja onde for.
Outras informações: http://www.oficinativa.blogspot.com/.
texto: Carlos Rogerio Amorim
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Valores Estuprados
Pedofilia é crime, isso todo mundo já sabe, o que é impressionante é saber que a oferta está maior que a procura. Em Natal, Rio Grande do Norte, não é difícil encontrar menores se oferecendo em troca da ilusão de poderem dizer, ou mostrar, que já são donas do próprio corpo. E de adultos se aproveitando desses menores sem nenhuma represaria. Não falo aqui da questão da prostituição infantil (usar o corpo pra poder “manter a família”, sustentar o vicio das drogas, dentre outras questões sociais que não é o nosso mérito aqui abordar...), falo de como os valores estão “estuprados”, de como a influencia midiática está influenciando o comportamento de nossa juventude através de programas que induzem a pratica precocemente, e de como essa pratica é cada vez mais acolhida pela família desses jovens. O moderninho ficar da sociedade contemporânea está desaguando no ficar e transar, sem levar em conta os preceitos de maturidade e responsabilidade. Nesses casos não há a intervenção direta do conselho tutelar do menor, pois as relações são entendidas como “normal” de quem já tem “autonomia” sobre a própria vida, mesmo que ainda em idade tenra. A sociedade como um todo não pode fechar os olhos diante de uma problemática que assola não só o nosso Estado, como em toda grande metrópole, acredito. Fica aqui a nossa responsabilidade como agente transformador em orientar e esclarecer esses nossos jovens dos perigos que norteiam esse oferecimento descabido e exigir políticas sociais mais eficazes junto ao poder público; elaborar projetos culturais nas escolas e sedes de bairros, voltados para toda a problemática familiar que circundam a família desses jovens .Enaltecer o valor da vida pode ser um bom começo para reverter esse desajuste social.Um exemplo prático de ação comunicacional com comunidades
Por Anne Elisabete Brito, Relações Públicas BA 1899 A organização é uma incubadora de cooperativas
EPADE é a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UNIFACS, em Salvador na Bahia, com objetivo de auxiliar empreendimentos associativos a gerarem trabalho e renda para seus associados localizados em comunidades marginalizadas. Faz isto através da criação de tecnologias sociais, atrelando a pesquisa à extensão tendo um papel fundamental na ligação da universidade com a população. O EPADE faz parte do movimento de Economia Solidária e segue seus princípios na busca de um mundo mais justo. EPADE, em parceria com a REDE e a CEC, assessora a CANORE, que vem exercendo a coleta responsável de lixo para a reciclagem, situada no bairro de Santa Cruz ajuda muitas pessoas que vivem em situação social precária promovendo o trabalho comunitário, que é além da inclusão social e fonte de renda, colaboração para a preservação do meio ambiente. Separando o que é reciclável do que não é, o trabalho da CANORE conscientiza a população da importância de evitar o acúmulo de lixo, separando o que pode ser reutilizado e transformando o que se considera perdido em material biodegradável e de utilidade social. Também assessora a COOPAED, Cooperativa Múltipla de Produção de Alimentos do Engenho Doce, através da criação de espaços para a atuação das cooperadas, assistência e divulgação. É uma cooperativa de alimentos situada no Engenho Velho da Federação. São cerca de treze mulheres reunidas, que buscam melhorar sua qualidade de vida, assim como da comunidade local, com a produção alimentícia. A COOPAED surgiu em 2004 com o apoio do EPADE. A COOPAED baseia as suas atividades na Economia Solidária, de base associativista e cooperativista, centrada no ser humano e não no capital, voltada para a produção e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido.O plano de Comunicação
EPADE estava cadastrada nas Atividades de Extensão Comunitárias, da Coordenação de Extensão Comunitária da UNIFACS e abriu espaço para a minha atuação de comunicação. Inúmeros problemas afastavam EPADE das comunidades, tanto do entorno, quanto as envolvidas com as cooperativas. A visibilidade do trabalho de incubação e campanhas era muito baixa e surgiu a necessidade de intervenção de um profissional de comunicação, para que a imagem e o trabalho fosse melhor assimilado pela sociedade. Foi feito um plano de comunicação, com pesquisa, diagnóstico, estratégias, ações e resultados, no qual foram elaborados instrumentos comunicacionais dirigidos às comunidades envolvidas, sensibilizando o povo das ações do EPADE e das cooperativas. O resultado foi o melhor possível; engajamento dos cidadãos baianos e participação das comunidades nos seus próprios projetos, realizados através desta incubadora. EPADE sempre estava se reunindo com a equipe de comunicação, acompanhando e fornecendo o feedback e direcionamento das ações de comunicação para a sua organização.
Resultados
Numa reunião com os líderes da cooperativa CANORE e COOPAED, e integrantes do EPADE, ouviu-se sobre problemas e expectativas presentes nas duas comunidades, para que a partir destes fatos, a equipe de Relações Públicas, pudesse criar um diagnóstico e propor ações pertinentes ao posicionamento frente os dados e objetivos das cooperativas. Tanto a logomarca do EPADE, quanto da CANORE foram criadas a partir do plano de comunicação, associando uma marca à organização, pelo público. A COOPAED obteve uma atualização na logomarca, para melhor ser inserida nos instrumentos. A marca constituiu o primeiro passo para uma política comunicacional. Os cooperados da CANORE, coordenados por Sr. Manoel, reclamaram de a estrutura interna ser muito pequena - um galpão desprotegido da chuva - também da falta de participação do povo, mais a falta de apoio da prefeitura municipal, só que um dos maiores problemas estava ligado à falta de informação da população produtora do lixo quanto ao material que poderia ser reciclado. A solução da comunicação foi de informar à comunidade sobre a oportunidade gerada pela cooperativa e à população, mais sobre o que pode e não pode ser reciclado. Cada casa ou apartamento estaria designado a receber uma cartilha para atender o cooperado CANORE que aparecesse para recolher o material. Exigir reconhecimento pela prefeitura local e apoio da Limpurb – empresa municipal que cuida do lixo bruto - também fora relatado. Os líderes da CANORE ficaram felizes com a ajuda advinda da comunicação, com a sugestão dos panfletos e cartilhas, também ganharam uma logomarca e crachás de identificação. A COOPAED é basicamente formada por mulheres. A representante enviada à reunião foi a Sara, compondo as fotos presentes no banner, folder e cartaz. Estes materiais foram criados com a sugestão da própria Sara e da equipe, para suprir o problema da baixa visibilidade e falta de informação das comunidades alvo, do bairro e da cidade em geral sobre a cooperativa de alimentos.
Para democratizar a comunicação
O Brasil tem um período histórico ligado ao exercício autoritário do Governo, marcado por algumas ditaduras. As eleições com a participação do povo e escolha popular do Presidente da República é algo tão recente para o país quanto o surgimento e popularização das novas tecnologias de comunicação. A censura revela na informação, os resquícios da ditadura, evidenciando relações de poder. As redes de comunicação deveriam ser mais democráticas, com os veículos voltados à sociedade e sua necessidade de informar, afirmando o compromisso social e a qualidade de vida. O poder de interferência dos meios de comunicação pode, com sua força, equilibrar e regular a comunicação para abranger as dimensões em toda sociedade, sem excluir o povo e com conteúdos voltados para a cidadania, mas para isto, é necessário avançar em políticas públicas democráticas.
Qual a comunicação que temos? Qual a comunicação que queremos? Para suprir as carências da comunicação, principalmente no que envolve as comunidades, a mídia deve estar aberta ao público e o público não deve apenas consumir, mas produzir informação e de qualidade. As estratégias podem envolver, numa ordem, os seguintes aspectos:
- Objetivo: melhorar e democratizar a comunicação, especialmente nas comunidades;
- Questões: qual o tipo de informação se quer propagar? Qual o público a atingir? Quais os obstáculos e problemas?
- Soluções Práticas: quais veículos democráticos, de baixo custo, fácil acesso e boa interpretação podem ser utilizados?A partir deste detalhamento, comunidades poderão aliar cultura, produção e desenvolvimento para resgatar a identidade local e o poder da região, usufruindo dos benefícios de uma comunicação eficaz.
Uma proposta prioritária que surgiu na 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia (2008) foi elaborada por líderes atuantes em diversas comunidades e que estavam presentes no evento. Eis a proposta: “Democratizar os meios de comunicação, a partir dos diversos segmentos populares, respeitando a pluralidade cultural existente em cada região, fomentando os meios de comunicação alternativos, criando veículos diversos, de fácil acesso, estimulando a produção independente, para abranger todos os públicos como solução prática à distribuição da informação”.
Esta versão final foi resultado de dois dias de discussões no grupo de trabalho e após análise dos principais problemas existentes na comunicação comunitária. Outras propostas anexadas dizem respeito à participação de lideranças populares no veículos de comunicação; estímulo à produção local em programas locais e regionais; estímulo à crítica e discussão sobre meios e produtos; implantação de centro de orientação popular nos bairros para orientar a comunidade em seus problemas. Vê-se que as propostas foram feitas, cabe ao povo exigir dos seus governantes a execução e avaliação da “democratização da comunicação”.
Saiba mais sobre o assunto:
Site da 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia http://conferencia.comunicacao.ba.gov.br/
Site da Assessoria de Comunicação do Estado da Bahia (notícias sobre a 1ª Conferência e sobre decisões ligadas à Conferência Nacional de Comunicação) http://www.comunicacao.ba.gov.br/search?SearchableText=conferencia%20comunicacao&portal_type=Materia&sort_by=created&review_state=published&sort_on=getDataPublicacao&sort_order=reverse
PORTAL COMUNITARIO DA CDD
O portal da cdd e a uniao de um grupo de trabalho pelo bem estar da comunidade, sao 16 instituiçoes que com a juda da ( SOLTEC) e (UFRJ) criaram este portal de comunicaçao veja o site:http://www.cidadededeus.org.br:8080/cdd/entidades/osami/quem-somo
Eu levei para inauguraçao do portal, e para todas as instituiçoes conhecer um convidado de honra o sr: Giuseppe Badolato o chefe dos arquitetos que planejou a Cidade de Deus ,

"A entrevista que se segue foi feita no dia 24 de abril de 2009, quando o senhor Giuseppe Badolato recebeu a Rosalina ( comunicadora conunitaria) assessora da (OSAMI) em sua casa. Badolato é italiano, arquiteto e responsável pelo planejamento da Cidade de Deus. Acompanhe mais informações na entrevista abaixo."
texto: rosalina da silva
Aqui na Cidade de Deus se comunicamos tambem , por jornal comunitario, com distribuiçao gratuita ,que divulga os trabalhos dos artitas moradores e comerciantes da area, a inauguraço do portal foi anuciado nele veja materia.
O jornal das lutas comunitárias e dacultura popular Ano I - Nº 02
A primeira edição do jornal com notícias da Cidade
de Deus foi aprovada pela comunidade e reconhecida como excelente espaço de troca de informação e mobilização social. Saiba mais sobre a repercussão
positiva.
Dicas para acabar com focos e larvas do mosquito transmissor
• Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada
• Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr
pelas calhas
• Não deixe a água da chuva acumulada sobre laje
• Lave semanalmente por dentro com escovas e sabão os tanques
utilizados para armazenar água
• Mantenha bem tampados tonéis e barris d’água
• Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta
• Se você tiver vasos de plantas aquáticas, troque a água e lave o vaso
principalmente por dentro com escova, água e sabão pelo menos uma
vez por semana
02
Expediente
Jornal Abaixo-Assinado
da Cidade da Deus
Ano 1 – Número 2
Abril de 2009
jornalabaixoassinado@yahoo.com.br
Tel.: (21) 7119-6163 e 7119-6044
Caixa Postal 70514 – Taquara – RJ
Envie sua carta que publicamos no JAA-Cdd
Caixa Postal 70514 – Taquara/RJ – CEP 22740-971 ou
0 jornal das lutas comunitárias pelo E-mail: jornalabaixoassinado@yahoo.com.br
Editorial
Por acreditar na força e na importância da mídia alternativa para contribuir
na organização popular e para fomentar o debate das mazelas sociais, é
que nasceu o Jornal Abaixo-Assinado da Cidade de Deus (JAA-Cdd), em março de 2009, com uma tiragem de dez mil exemplares. A repercussão do lançamento do jornal foi extremamente positiva na comunidade. Elogios de todos os segmentos
sociais e políticos. Críticas construtivas e sugestões surgem a todo o momento.o diálogo proposto por diversas entidades comunitárias
na construção de parcerias e o apoio efetivo do comércio local. Ficamos
felizes como nunca. Valeu a pena! As sugestões de temas e assuntos a
serem abordados que nos chegam são inúmeras. As Ongs que produzem ações
sociais e culturais querem espaço para Jornal Abaixo-Assinado
da Cidade de Deus é pra lutar divulgação dos seus feitos. Os problemas e as necessidades comunitárias estão à mostra a exigir mobilização popular e unidade de ação entre as lideranças, além de firme denúncia em nossas páginas. Sem incentivo oficial o jornal está na
rua, graças ao firme apoio do micro e do pequeno comerciante da Cidade de Deus. O empreendedor entendeu a proposta do jornal e a importância de divulgação do seu empreendimento. Resultado: chegamos a esta segunda edição com 45 anunciantes, um fato raro.
Problemas em debate, a atitude cidadã das Ongs e a descoberta de talentos, somados aos anseios dos nossos comerciantes em divulgar seus serviços e produtos, nos fizeram rapidamente chegar
a oito páginas. Venceremos os desafios da Cidade de
Deus, sem incentivo de governos ou de
políticos. Temos um jornal comunitário. Com apoio do povo, para o povo e
pelo povo!
Vencer os desafios da Cidade de Deus sem ajuda
governamental é a grande tarefa a cumprir.

Lutas comunitárias
“Nesses 43 anos o que mudou foi a melhoria do transporte, água e luz. O transporte porque só havia uma condução, a
água porque faltava e a luz apagava toda noite. No mais o Poder Público nos abandonou.” - Luiz Carlos, da Farmácia
Thapheta, 50 anos e morador há 30 anos.
“As praças da Cidade de Deus entre 1966 e 1967 eram banheiros, onde lavavam roupas e tomavam banho. Os banheiros
eram chamados de 13, 14, 15 e 22. Daí os nomes atuais. Não mudou nada. Pessoas da Praia do Pinto, Ilha das Dragas
e de outros cantos ainda vivem o mesmo sofrimento. Há muita miséria, desemprego e falta saneamento em nossa
comunidade. Existe um local chamado Laminha onde falta água constantemente e o esgoto corre a céu aberto. Várias
reclamações foram feitas e nunca atendidas.” - Mônica Silveira, moradora há 43 anos.
“Não mudou nada e ninguém toma nenhuma iniciativa. Precisamos de mais cursos profissionalizantes para os jovens e
escolas de tempo integral para nossas crianças”. - Vera Lúcia de Oliveira, moradora há 43 anos. Também, desde janeiro, os professores do
Projeto Feliz Idade da Prefeitura não recebem seus salários. Tem uma professora que vem a pé da Colônia até a Cidade de Deus. Isso é um absurdo!” -
Edileuza, moradora da Rua Carmelo.
“A festa de aniversário do Rio de Janeiro ficou ótima. Deveria ter sempre mais show. Acho que estamos mais seguros agora. É uma excelente melhora!” -
Lucilene da Silva, moradora da Rua Geremias.
O que melhorou ou piorou nos 43 anos de existência da Cidade de Deus?
O que mudou? O que melhorou? O que piorou? Ouvimos alguns interessantes depoimentos de
nossa gente. Temos a certeza de que a luta comunitária é fundamental para assegurar melhores condições de vida
à população.
“Infelizmente nesses 43 anos nada mudou. Os problemas e as nossas reivindicações são os mesmos de anos.
de melhoria no atendimento médico do Posto de Saúde. Necessitamos de mais creches e da construção de uma
Escola Técnica. Saneamento básico com a reconstrução de toda rede de esgoto é outra reivindicação que fazemos
A Unicom é uma entidade comunitária que luta pela melhoria do bairro, mas que também
presta os seguintes serviços: Banco de Emprego, Atendimento Jurídico, Biblioteca e aulas de Capoeira, além de
Futebol, Teatro, Balé, Dança de Salão, Sapateado e Street Dance”, afirma José Neves, presidente da Associação
União Comunitária da Cidade de Deus (AUNICOM), 80 anos e morador há 35 anos
Confira mais depoimentos:
Bloco 13 no Conjunto Margarida em
Cidade de Deus – estado caótico
Utilidade Pública
Perdeu ou está com seu CPF suspenso pela Receita Federal? Não se
desespere! As agências dos Correios fazem a regularização e tiram a 2ª via.
Anote aí os documentos necessários (original ou xerox):
• Identidade ou Carteira de Trabalho
• Comprovante de Residência
• Título de Eleitor (maior de 18 anos)
• Pagamento no ato de R$ 5,50
• Número do CPF antigo (para 2ª via)
Menor de idade: Tem que ser acompanhado pelo responsável, com a
Certidão de Nascimento ou Identidade do menor. Não esquecer os
documentos do responsável.
Regularização e 2ª via do CPF
Ong Abrindo Portas, contribuição cidadã Atitude cidadã
A partir de um trabalho
educacional intenso,
há seis anos, tem
conseguido qualificar e
inserir moradores da
comunidade no mercado
de trabalho.
Com compromisso,
competência e atitude
Hoje a Ong tem orgulho de ter construído um histórico de formação de
muitos trabalhadores e empreendedores que se colocaram de forma satisfatória
no mercado graças à oportunidade recebida e à seriedade de seu trabalho. São
essas e outras características positivas que despertam o interesse de algumas
empresas que buscam profissionais formados em determinados cursos
que oferece.
Além da capacitação profissional, a Ong oferece serviços de utilidade pública
como fisioterapia e assessoria jurídica.
Endereço:
Rua Edgard Werneck, 1605 – Cidade de Deus – Igreja Episcopal
Descobrindo talentos
Paulo Silva, o cineasta da “Di Deus”
Paulo Silva mora na Cidade de Deus desde 1970. Veio
de Manaus, Amazonas, sua terra de origem, e se encantou
pelo cinema aos dez anos, quando assistiu Pássaro
Azul em 1978, baseado na peça teatral do alemão Maurice
Maeterlink.
Paulo começou a ler
literatura do gênero e a escrever roteiros. Aos 12 anos
decidiu fazer cinema como profissão. A sétima arte
prioritariamente, feita para ricos e por ricos, encantou
um pobre menino favelado. realizando o curta metragem de formação
das oficinas do Cinemaneiro, em parceria com seu amigo e também cineasta, Julio
Pecly Ainda com seu parceiro, escreveu o roteiro
do longa Um Lugar Chamado Bom Pastor.
Em 2006, Paulo concluiu, simultaneamente,
Com Julio Pecly, Marcelo Yuka e o ator Leandro Firmino da Hora, ele fundou a
Companhia Brasileira de Cinema Barato. Em seguida, roteirizou e dirigiu sozinho
o curta Conversa Paralela (Nós do Cinema).
Ainda em 2006, Paulo realizou com a Cavídeo Produções e dirigiu com Cavi
Borges e Julio Pecly, o curta premiado Sete Minutos, ganhador do prêmio de
melhor curta do júri oficial do Festival do Rio 2007 e do primeiro prêmio de
estímulo ao cinema de curta metragem, patrocinado pela LAMSA.
Com Crônicas de Um fato Comum foi ganhador do prêmio Mostre Sua Comunidade
2008, realizado pela Light, além de ser considerado o melhor filme de temática
social do Festival Visões Periféricas 2008. O curta foi escolhido pela TV Brasil
para programação do ano dos Direitos Humanos no Brasil. Em 2009 Paulo
começou a rodar o seu primeiro longa metragem, Enchente, com o parceiro Julio
Pecly, contando sobre a enxurrada que atingiu a cidade do Rio em 1996.
Como produtor Paulo realizou também o curta documentário experimental
Da Cinelândia à Uruguaiana, dirigido por Julio Pecly. Produziu ainda Favela 20x30,
Canal 001 – com direção de Pecly. Outros projetos foram: o curta Engano, ganhador
de vários prêmios, além do primeiro longa feito para exibição em celular,
Mateus o Balconista, ambos de Cavi Borges.
Associação de Moradores
União Comunitária Cidade de Deus
A Associação de Moradores União Comunitária Cidade de Deus (AMUNICOM),
fundada em 23 de outubro de 1990, com sede própria na Praça da Bíblia, nº 2,
além de participação nas lutas comunitárias, por melhorias da qualidade de
vida, presta também serviços sociais, culturais e jurídicos para os moradores
da comunidade.
Anote aí os nossos serviços:
• Assessoria Jurídica – advogado Reinaldo Máximo – 4ª feira das 14h às 16h.
• Banco de Empregos – de 2ª à 6ª feiras, das 9h às 12h.
• Atendimento Social Comunitário – de 2ª à 6ª feiras, das 9h às 18h.
• Biblioteca Comunitária Professor Arnaldo Niskier – de 2ª à 6ª feiras, das 9h
às 17h.
• Aulas de Ballet – sábado, das 8h às 15h.
• Aulas de Teatro – sábado, das 10h às 15h.
• Aulas de Jazz – 2ª e 4ª feiras, das 9h às 11h; e 3ª e 5ª feiras, das 18h às 20h.
• Aulas de Dança do Ventre – 3ª feira, das 16h às 17h30min e 6ª feira, das 20h
às 21h30.
• Aulas de Sapateado – sábado, das 14h às 16h.
• Aulas de Street-Dance – 6ª feira, das 19 às 20h
testo: Rosalina da silva
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O Canto do ILÊ AIYÊ
“Lá vem a negrada que faz o astral da avenida, mas que coisa bonita, quando ela passa me faz chorar. Tu és o mais belo dos belos, traz paz e riqueza, tens o brilho tão forte, por isso te chamo de pérola negra”. (trecho da composição do Ilê)
O Ilê é mais que um bloco de Carnaval de Salvador. O grupo é uma referência da cultura negra que através da criatividade, do canto, da música, do talento, e das ações sociais vem lutando pela valorização da cultura afro-brasileira e da cidadania. O bloco Ilê Aiyê surgiu no Curuzu, Liberdade, bairro de maior populaçao negra de Salvador. Hoje ele é um patrimônio da cultura baiana.
Na perspectiva de melhor qualidade de vida e inclusão social, o Ilê desenvolve um projeto que abrange várias ações para crianças, adolescentes e idosos- a comunidade do bairro da Liberdade
Ações Sociais e Culturais do Ilê Ayê
Escola Hilda - A Escola Mãe Hilda, possui oito classes de crianças, quatro pela manhã e quatro à tarde
Cursos - O Ilê oferece aulas de informática, Dança, artesanato e, Cidadania e Cultura Negra (CCN) fornecendo aos adolescentes informações essenciais para uma vida em sociedade
Infocentro
O Infocentro conta com uma lan house aberta ao público em parceria com o Estado e uma sala de Informática onde são realizadas aulas de informática básica. Esse projeto proporciona a capacitação e a oportunidade dos aprendizes tornarem-se educadores.
Dandarê - visando melhoria da qualidade de vida dos idosos, semanalmente são realizadas reuniões com médicos, geriatras.
Publicações
Após a definição do tema do carnaval para o bloco desenvolve-se uma programação histórica e transforma em apostila. Essa apostila é entregue para os compositores produzirem uma música tema e uma música poesia. Esse material é reunido, sistematizado e transformado num caderno pedagógico que é difundido para as escolas. (Fonte: Soteropolitano)
Assista os vídeos
manos e minas: entrevista com ILÊA influência do canto, da dança e do figurino do Ilê
na Escola de Balé - EBATECA / Salvador-Bahia






