

Em roda durante a noite do dia 03 de março de 2009 dentro de uma sala, antes ociosa, da Escola Municipal Glória Marques nos encontramos para o início das aulas do novo cursinho comunitário. Turma cheia, 25 pessoas, na sua grande maioria mulheres jovens e adultas algumas, inclusive, são mães. A presença masculina também foi notada. Todos de uma mesma região geográfica: "Nacional" em Contagem - Minas Gerais. Muitas descrições posso fazer desse encontro de apenas três horas que, para mim foram fecundos e esperançosos.
É uma nova turma que começa e enquanto membro da Rede Educafro Minas (rede de pré-vestibular para negros e pessoas da camada popular) quis me situar naquele espaço com minha experiência de vida e a partir disso dialogar com todas essas pessoas animadas em retomar aos estudos, buscando se qualificar através do cursinho para adentrarem no espaço de uma "monocultura dos saberes" denominado universidade.
O jogo de espelhos simboliza bem o nosso encontro. Ora uma dizia como é ser negra, ora outro comparava a migração da família do campo para cidade com a luta para entrar na universidade depois de muitos anos sem estudar, ora um se dizia do Nacional, ora do Bom Jesus, ora um se dizia favelado, ora educador da escola. Em cada fala fomos nos entendendo, nos desencontrando e produzindo conhecimento em uma "ecologia dos saberes". A pergunta que fica é: que universidade queremos? Pois, pensar numa universidade para todos é pensar uma universidade que não inviabilize as experiências dessas pessoas. Uma universidade enegrecida e sustentável precisa mudar sua epistemologia, precisa deixar emergir os saberes provenientes das diferenças.
Boas energias ao pré-vestibular do Nacional, que nesse encontro descobri como essa palavra "nacional" encobre uma multiplicidade de denominações, experiências, saberes, pontos de vistas. Para um desavisado "Nacional" inviabiliza toda uma classificação local geográfica dos lugares de moradia e vivência.
É uma nova turma que começa e enquanto membro da Rede Educafro Minas (rede de pré-vestibular para negros e pessoas da camada popular) quis me situar naquele espaço com minha experiência de vida e a partir disso dialogar com todas essas pessoas animadas em retomar aos estudos, buscando se qualificar através do cursinho para adentrarem no espaço de uma "monocultura dos saberes" denominado universidade.
O jogo de espelhos simboliza bem o nosso encontro. Ora uma dizia como é ser negra, ora outro comparava a migração da família do campo para cidade com a luta para entrar na universidade depois de muitos anos sem estudar, ora um se dizia do Nacional, ora do Bom Jesus, ora um se dizia favelado, ora educador da escola. Em cada fala fomos nos entendendo, nos desencontrando e produzindo conhecimento em uma "ecologia dos saberes". A pergunta que fica é: que universidade queremos? Pois, pensar numa universidade para todos é pensar uma universidade que não inviabilize as experiências dessas pessoas. Uma universidade enegrecida e sustentável precisa mudar sua epistemologia, precisa deixar emergir os saberes provenientes das diferenças.
Boas energias ao pré-vestibular do Nacional, que nesse encontro descobri como essa palavra "nacional" encobre uma multiplicidade de denominações, experiências, saberes, pontos de vistas. Para um desavisado "Nacional" inviabiliza toda uma classificação local geográfica dos lugares de moradia e vivência.
Paula Grazielle Viana dos Reis
www.educafrominas.org.br
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