quinta-feira, 30 de abril de 2009

Para democratizar a comunicação

Por Anne Elisabete Brito, Relações Pùblicas BA 1899

O Brasil tem um período histórico ligado ao exercício autoritário do Governo, marcado por algumas ditaduras. As eleições com a participação do povo e escolha popular do Presidente da República é algo tão recente para o país quanto o surgimento e popularização das novas tecnologias de comunicação. A censura revela na informação, os resquícios da ditadura, evidenciando relações de poder. As redes de comunicação deveriam ser mais democráticas, com os veículos voltados à sociedade e sua necessidade de informar, afirmando o compromisso social e a qualidade de vida. O poder de interferência dos meios de comunicação pode, com sua força, equilibrar e regular a comunicação para abranger as dimensões em toda sociedade, sem excluir o povo e com conteúdos voltados para a cidadania, mas para isto, é necessário avançar em políticas públicas democráticas.

Qual a comunicação que temos? Qual a comunicação que queremos? Para suprir as carências da comunicação, principalmente no que envolve as comunidades, a mídia deve estar aberta ao público e o público não deve apenas consumir, mas produzir informação e de qualidade. As estratégias podem envolver, numa ordem, os seguintes aspectos:

  • Objetivo: melhorar e democratizar a comunicação, especialmente nas comunidades;
  • Questões: qual o tipo de informação se quer propagar? Qual o público a atingir? Quais os obstáculos e problemas?
  • Soluções Práticas: quais veículos democráticos, de baixo custo, fácil acesso e boa interpretação podem ser utilizados?A partir deste detalhamento, comunidades poderão aliar cultura, produção e desenvolvimento para resgatar a identidade local e o poder da região, usufruindo dos benefícios de uma comunicação eficaz.

Uma proposta prioritária que surgiu na 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia (2008) foi elaborada por líderes atuantes em diversas comunidades e que estavam presentes no evento. Eis a proposta: “Democratizar os meios de comunicação, a partir dos diversos segmentos populares, respeitando a pluralidade cultural existente em cada região, fomentando os meios de comunicação alternativos, criando veículos diversos, de fácil acesso, estimulando a produção independente, para abranger todos os públicos como solução prática à distribuição da informação”.

Esta versão final foi resultado de dois dias de discussões no grupo de trabalho e após análise dos principais problemas existentes na comunicação comunitária. Outras propostas anexadas dizem respeito à participação de lideranças populares no veículos de comunicação; estímulo à produção local em programas locais e regionais; estímulo à crítica e discussão sobre meios e produtos; implantação de centro de orientação popular nos bairros para orientar a comunidade em seus problemas. Vê-se que as propostas foram feitas, cabe ao povo exigir dos seus governantes a execução e avaliação da “democratização da comunicação”.

Saiba mais sobre o assunto:

Site da 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia http://conferencia.comunicacao.ba.gov.br/

Site da Assessoria de Comunicação do Estado da Bahia (notícias sobre a 1ª Conferência e sobre decisões ligadas à Conferência Nacional de Comunicação) http://www.comunicacao.ba.gov.br/search?SearchableText=conferencia%20comunicacao&portal_type=Materia&sort_by=created&review_state=published&sort_on=getDataPublicacao&sort_order=reverse

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