sábado, 23 de maio de 2009


CIDADE DE DEUS DIGITAL




a CDD acaba de ganhar internet banda larga gratis
aproveitei pra tirar uma casquinha e o governador sergio cabral tambem rs. rs

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Comunicar é preciso

O Comunicação Comunitária nasce da experiência de uma das oficinas do Casa Brasil, na busca de ferramentas que estimulem a participação, potencializem o aprendizado e forneçam recursos ao usuário para que ele exerça o direito básico da comunicação.
Se comunicar, em um mundo cercado de dispositivos tecnológicos, deveria ser uma atividade fácil, mas não é bem assim. As comunidades do mais popular site de relacionamentos, o Orkut, estão repletas de participantes que não participam, ou seja, eles ingressam em determinada comunidade mas não expressam sua opinião.
É curioso observar comunidades com milhares de participantes e apenas meia dúzia de usuários ativos comentando tópicos nos fóruns. O que justifica tanta passividade? O silêncio de muitos transforma os debates em uma troca previsível de opiniões.
Fenômeno contrário acontece nos sites dos grandes jornais, a participação dos leitores é ativa, notando-se um predomínio de pessoas com posições conservadoras. A agressividade de alguns leitores, no entanto, provoca o afastamento de quem não tem paciência para discussões em que prevalece o anonimato e a grosseria.
O desafio para os participantes desta comunidade, portanto, é o de transformar este espaço em um lugar de reflexão, proposição e debate. Neste sentido, convidar mais pessoas interessadas em discutir as questões diretamente relacionadas à comunicação popular pode contribuir para dar um novo ânimo a este projeto.
Então, o que está esperando?
Convide aquele amigo (a) simpatizante de causas sociais e amplie esta rede, publique um texto que você escreveu ou achou interessante na web, utilize as fotos, o blog e o vídeo para divulgar algumas de suas idéias, não perca tempo, sua participação será apreciada e você estará contribuindo para tornar este ponto de encontro mais interessante.

Acesse e participe:
http://www.comunicacaocomunitaria.ning.com

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Brasil além do Real

Alcântara (MA) opera com moeda própria

O adesivo fixado na parede do barco que leva passageiros de São Luís (MA) ao município de Alcântara avisa: “Aceitamos Guará”. O anúncio provoca curiosidade. Interessado, um dos turistas a bordo pergunta: “Moço, o que é Guará?” Ao que o tripulante responde, orgulhoso: “É a nossa moeda, nosso próprio dinheiro”, apontando para um outro anúncio pendurado mais adiante.

Ali, o cartaz traz informações sobre uma instituição bancária diferente, implantada pela própria comunidade. Trata-se do Banco Quilombola, o primeiro no País organizado por povoados descendentes de escravos. “Aqui, o gerenciamento das finanças está nas mãos dos moradores”, destaca o agente de desenvolvimento local Sérvulo Borges, um dos idealizadores da iniciativa.

Patrimônio cultural do Brasil, Alcântara reúne um conjunto de belezas naturais e arquitetônicas, mas também é marcada por desigualdades sociais. Desde 1980 o município serve de base para o centro de lançamentos espaciais do governo. “A instalação da base tirou milhares de quilombolas de suas terras, nos deixando num cenário degradante”, conta Borges.

Para ele, o banco comunitário representa uma chance de reverter esse quadro. “É uma forma de creditar às pessoas a possibilidade delas desenvolverem suas vidas, sem que a gente tenha que depender das regras dos bancos tradicionais”, acredita. “Somos uma experiência piloto. Temos o compromisso de dar certo”.


Inaugurado em novembro de 2007, no dia Nacional da Consciência Negra, o Banco Quilombola iniciou suas atividades com R$ 50 mil, dos quais R$ 20 mil repassados pelo Governo do Maranhão - quantia conquistada por meio de seleção pública de um projeto apresentado pela comunidade. Os outros R$ 30 mil são para empréstimos por meio do Banco Popular do Brasil, correspondente bancário que também possibilita o pagamento de contas e boletos pela população local.

Adesão
Ao que tudo indica, a iniciativa foi bem aceita pelos moradores. Já são mais de 800 os correntistas. Os comerciantes também aderiram. Andando pelas ruas de Alcântara, adesivos como o visto no barco multiplicam-se nas portas de estabelecimentos como farmácias e mercadinhos. Até uma funerária aceita o Guará, moeda alternativa que equivale ao Real. “O pessoal do banco veio aqui conversar com a gente e nós entendemos a importância de aceitar a moeda social”, conta a vendedora de caixões Gracilene Pereira (foto).

O objetivo da moeda social é fazer com a riqueza circule dentro do município. “A gente aceita o Guará como aceita o Real. A diferença é que o Guará é um dinheiro que roda aqui mesmo, a gente sabe que não vai sair daqui. É lucro para a comunidade”, afirma o taxista Eudes Duarte.

Dono de um armazém próximo ao Banco, Walter Pacheco se diverte com a originalidade da moeda social. “Todo mundo quer conhecer. Às vezes os turistas querem levar de lembrança para mostrar aos amigos. Pode uma coisa desta? Aí explico que não dá, senão a gente é que fica no prejuízo, né?”.

Metodologia reaplicada
O Banco Quilombola é uma das 40 instituições financeiras da Rede Brasilieira de Bancos Comunitários. O precursor do grupo é o Banco Palmas, que funciona há mais de 10 anos em Fortaleza (CE) e reaplica a metodologia aos demais. “Cada um desses bancos tem sua estratégia, seu conselho gestor e sua moeda social”, destaca Joaquim Melo, presidente da Rede e um dos fundadores do Palmas. De acordo com ele, um dos principais requisitos indispensáveis para montar a instituição é o controle social.

A principal diferença dos bancos comunitários para os tradicionais é que eles não visam o lucro. Em vez disso, apoiam o desenvolvimento local integrado por meio do financiamento de pequenos grupos produtivos. Para empréstimos em Real, a taxa de juros varia de 2% a 4% ao mês. Em moeda social, não há cobrança de juro.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Comunidades tradicionais na Assembléia

Audiência pública traz à tona as demandas das comunidades tradicionais do Paraná.


Representantes de comunidades tradicionais pronunciam-se na Assembléia.

Povos indígenas, cipozeiros, faxinalenses, quilombolas, pescadores artesanais e ilhéus lotaram a Assembléia Legislativa do Paraná na quarta-feira, 29 de abril. A audiência pública debateu a política nacional dos povos e comunidades tradicionais e promoveu o lançamento da frente parlamentar das comunidades tradicionais do Paraná.

Direitos negados
“Até hoje os povos tradicionais não foram reconhecidos pelo estado do Paraná”, lamentou a quilombola Mariluz Marques, uma das coordenadoras da Rede Puxirão. “Estamos nos articulando em rede para lutar pelos nossos direitos territoriais e por políticas públicas exclusivas para as comunidades, que contemplem suas necessidades”, esclareceu Mariluz.

Desdobramento
Foi encaminhada a formação de um grupo de trabalho Pró-Comissão de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Tradicionais, composto por representantes do poder público e das comunidades tradicionais. O prazo estabelecido para montar a comissão é de três meses. A primeira reunião do grupo se dará dia 19 de maio.


Integrantes de comunidades quilombolas compareceram em peso à audiência.

O evento foi uma iniciativa da Liderança do PT na Assembléia em parceria com a Rede Puxirão, formada por povos indígenas, cipozeiros, faxinalenses, quilombolas, pescadores artesanais e ilhéus; o Instituto Equipe de Educadores Populares; o Conselho Indígena Missionário; e a Organização Terra de Direitos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Doceiros, borracheiros, camelôs, costureiras, manicure, barbeiros, eletricistas, artesãos, chaveiros vem... se tornar um microempreendedor!

Você que tem idade apartir de 16 anos e quer fazer parte das pessoas que contribuem para a sustentabilidade do Pais ,e ter garantias de uma vida assegurada para você e sua família....continue lendo ...
há 11,1 milhões de brasileiros que atuam com pequenos negócios informais e atendem aos requisitos para formalização como empreendedor individual. São doceiros, borracheiros, camelôs, costureiras, manicure, barbeiros, eletricistas, artesãos, chaveiros, que agora têm chance de se formalizar e ter cobertura previdenciária. Para se formalizar como empreendedor individual, o trabalhador deve ter faturamento bruto de até R$ 36 mil e até um empregado. O processo de formalização será por meio da internet. Após acessar o sistema do MEI(Micro Empreendedor Individual) , o empreendedor sairá com CNPJ , em 30 minutos, poderá se considerar formalizado. Ele estará isento de impostos federais e irá contribuir com 11% do salário mínimo (R$ 51,15) e R$ 1 para o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) ou R$ 5 para o ISS (Imposto sobre Serviço), dependendo da atividade. Com a adesão, o empreendedor individual passa a ter toda a proteção da Previdência Social. Terá direito a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e, seus dependentes, pensão por morte e auxílio-reclusão. .
O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informa que a figura do empreendedor individual é fundamental no cenário de crise, porque irá possibilitar novas oportunidades à população. "As políticas que promovem a formalização das atividades empresariais ajudam muito a organizar o mercado interno e a dar dignidade a um enorme contingente de pessoas que lutam para começar seu próprio negócio", afirmou. Se você tem mais de 16 anos e e’ ou quer torna-se um micro empreendedor individual...procure mais informações no nosso site http://www.previdencia.gov.br/ e pelo telefone 135 (gratuito de tel fixo e publico) que tem seu horario atendimento das 7h as 22 h de segunda a sabado.
Conheça mais..e venha fazer parte das pessoas que acreditam no desenvolvimento Social..que contribuem para a sustentabilidade do Pais e para a PAZ no Planeta.

Manifesto Todo Teatro é Político

"Expressando-se através do teatro"

"Artistas cearenses divulgam criação de cooperativa de teatro"



Os Artistas assumem o manifesto “Todo Teatro é Político”,que é a representação dos anseios de doze (12) grupos teatrais do Estado do Ceará que, atualmente, estão à frente do movimento em prol da criação da Cooperativa Cearense de Teatro e dos demais grupos, artistas e outros que venham subscrever esse movimento.

Cultura é obra e identidade de cada povo. Fruí-la e produzi-la é um direito de todos. Esse direito é reconhecido e previsto em lei. Compreendemos, porém, que o direito não é dado, mas conquistado. Todo direito é fruto do exercício da luta. Acreditamos que mais do que políticas culturais é preciso desenvolver uma cultura política, e é guiado por este pensamento que nesse momento artistas e ativistas, produtores e fruidores da cultura,se juntam para fortificar nossas armas: palavras, sons, movimentos, cores, gestos e consciência.

Em um exercício de cidadania,buscam melhorias para a classe teatral do ceará e a livre fruição do fazer teatral no estado.A arte é espontânea e construtiva,e trilhando para uma democracia cultural a classe artística do teatro cearense realiza uma ação conjunta para a implantação da cooperativa cearense de teatro do ceará,esperando que seus anseios também venham a serem compartilhados por outros membros e que a comunidade também se conscientize do momento histórico que vivemos.

Acreditamos que o cooperativismo é essa forma de organização em que, mesmo sendo plurais em nossas criações, possamos estar juntos num coletivo de coletivos, na conquista de direitos, no fortalecimento da organização e na criação de mecanismos de fomento para a atividade e a produção teatral de nosso Estado.


É com essa compreensão que os grupos teatrais e pessoas envolvidas no movimento de implantação da cooperativa,sentiram a necessidade de criar um espaço dialógico,uma ferramenta coletiva de luta,um instrumento de gestação de idéias e objetivação das lutas daqueles que fazem o teatro cearense. E que venha a cooperativa então!

Por Cristiane Pires

Basquete de Rua - A quadra é o nosso palco

A Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal, foi o palco para a quarta e última etapa da Liga Internacional de Basquete de Rua, durante o período de 04 a 25 de abril. O evento, organizado pela Central Única das Favelas – DF, reuniu mais de 500 competidores nas categorias masculino e feminino e serviu de seletiva para a etapa nacional que acontece no Rio de Janeiro.

“ Aqui, dentro da quadra, todo mundo é igual, não tem rico nem pobre, nem preto nem branco. O grande lance é jogar basquete e dar show para galera que vem assistir”, afirmou o mestre de cerimônias das partidas, MC YO.

A última etapa da LIBRA foi encerrada com um grande show gratuito com bandas de soul, rock e rap, reafirmando o clima de todo o evento: paz e muita música.

Veja as fotos AQUI

Débora Castro

Mulher e mídia

Os meios de comunicação não apenas refletem identidades e relações sociais, mas também participam do processo de legitimação destas ao produzirem discursos sociais que influenciam as relações sociais e a memória. Para a abordagem feminista, os meios geralmente disseminam uma imagem discriminatória das mulheres, além de destacarem e valorizarem questões, vozes ou imagens masculinas em detrimento das femininas. Por isso, o estágio contemporâneo do movimento feminista brasileiro busca justamente, entre outros, uma representação adequada das mulheres na mídia.

Vide vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=C4FRLhITjys&feature=player_embedded

Cidades Invisíveis revelam Minas Gerais


O Projeto Cidades Invisíveis, uma parceria entre as ONGs Contato e Fábrica do Futuro e a Rede Minas de Televisão, chega ao final e apresenta olhares singulares de cidades e culturas de Minas Gerais.

Durante todo o projeto, iniciado em agosto de 2008, foram percorridas 09 cidades mineiras (Araçuaí, Divinópolis, Januária, Juiz de Fora, Ouro Preto, Pirapora/Buritizeiro, Pouso Alegre, Viçosa e Uberlândia) e em cada uma delas foram produzidos dois vídeos de curta duração revelando aspectos marcantes e pouco conhecidos sobre a cidade e cultura local.

Os produtores desses vídeos foram selecionados em Pontos de Cultura e afiliadas da Rede Minas presentes nas cidades, com essa inédita aproximação, entre TV Pública e Pontos de Cultura, espera-se criar novos núcleos de produção audiovisual que descentralizarão a comunicação através da democratização do acesso ao aparato técnico e da capacitação de novos agentes.

Em breve os vídeos estarão disponíveis e farão parte da grade de programação da Rede Minas.


domingo, 3 de maio de 2009

Dicas para postagens em blogs

Tem dificuldade em postar uma imagem no blog?
Ou um vídeo?
Seus problemas acabaram!
Acesse dicas ótimas nesse link e incremente suas postagens

por Equipe de Tutoria

A EDUCAÇÃO CONTRIBUI COM A SOCIEDADE MUITO MAIS DO QUE OS BELOS DISCURSOS DIZEM

Por Cris Alves


Desde a minha época de colégio (e veja lá o que você está pensando... não faz tanto tempo assim) eu me impressionava pelo desinteresse de tantos alunos sobre o meio em que eles convivem. As vezes eu me convenço que nasci na época errada, adoraria viver quando as coisas não eram tão legais e os jovens lutavam para transformar isso (ditadura, movimento hippie...), pra quem acredita em reencarnação, pode me considerar uma reencarnação de uma revolucionária, porque em toda a minha vida fui adepta a máxima “mais vale um herói morto do que um covarde vivo”.



A juventude sempre cumpriu um papel importante na História dos povos. No Brasil, também foi assim, momentos importantes da história do país foram protagonizados por jovens estudantes, alguns exemplos:



- Em 1710 quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes enfrentaram os invasores, expulsando-os.


- Em 1786 doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.


- Em 1827 foi fundada a primeira faculdade brasileira. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.


- Até que em 1937 foi criada da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.


- Em meio a ditadura estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.


- E mais recentemente (1992) aconteceram sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo dando início ao movimento de estudantes chamado Caras Pintadas, que resultou no Impeachment do então Presidente Fernando Collor de Melo.


É pura verdade que estudantes foram autores também de movimentos repressores, como o fato histórico que alunos da USP protestaram contra o tropicalismo. Mas os saldos são super positivos. Os Grêmios Estudantis são uma herança dessa época, ele consiste em ser uma das primeiras oportunidades que os jovens têm de participar da sociedade. Com o Grêmio, os alunos têm voz na administração da escola, apresentando suas idéias e opiniões. Em 1968 a ditadura militar proibiu a criação e funcionamento dos grêmios estudantis como forma de alienar e prevenir revoluções, esse fato só ressalta o poder de transformação dessa comunidade (comunidade estudantil) organizada. Mas será que todos esses esforços e as inúmeras conquistas do passado, hoje não passam de lembrança...será mesmo? O direito a constituir grêmios estudantis permanece até hoje é direito alias garantindo por lei federal (Lei 7.398), e aonde estão os grêmios estudantis? Fiquei surpresa em saber que no meu bairro existe 5 escolas públicas e nenhuma delas possuí um grêmio estudantil. Onde está a juventude?


Grêmios estudantis são entidades onde todos exercem sua cidadania, ou seja: lutam por uma maior e melhor relação entre alunos e professores, bem como buscam uma formação escolar voltada para a realidade do país. Um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade. São entidades com um poder transformador incrível. Pelo que percebo e escuto diariamente as coisas não andam tão perfeitas assim, como se imagina ao observar este cenário estagnado. Seria o comodismo a doença do século que vem compondo este cenário? O comodismo é tão estúpido. É como passar a vida inteira dizendo tudo bem, mesmo sem estar. É se conformar que do buraco nunca irá se poder sair. O ser humano tem extintos de sobrevivência, tem extintos de proteção, tem extinto de autodefesa... deveria ter extinto de justiça, de lutar pela melhoria de sua vida e do outro, cada a chama da juventude? Onde se perdeu todo o entusiasmo e vontade? Seria realmente culpa da televisão? Seria realmente culpa da educação e do sistema político? Creio que seria no mínimo incoerente colocar a culpa no sistema político, pois foi na época da ditadura que aflorou-se os grande movimentos estudantis... por a culpa na televisão? É talvez, afinal ninguém pensa mais, ninguém se comunica, tudo que a TV diz é o correto para todos... acredito que a maior culpa está na nossa incansável busca por culpados. Não tenho as respostas, mas também não sei se essas são as perguntas certas. Falando francamente, não sei se devíamos achar respostas, tão pouco fazer perguntas.


Se você é estudante só uma dica: aja não deixe sua juventude morrer prematuramente. Alguns links bem legais, que podem ajudar muito nas ações de grêmios ou mesmo em sua formação:

- subsídio para grêmios estudantis:ttp://www.mundojovem.com.br/subsidios-gremio_estudantil.php

- cartilha para montagem e manutenção de grêmios: www.umes.org.br/global/pdf/umes_gremios_pt2.pdf

- o papel do grêmio estudantil: www.webartigos.com/articles/3098/1/o-papel-do-gremio-estudantil-na-gestao-da-escola.../pagina1.html

- tudo que você precisa saber sobre os grêmios estudantis: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/portal/gremio/index.php


Abraços e Boa Caminhada!!!

Cris Alves

sábado, 2 de maio de 2009

Aqui não, istepô!

A pesca dita o tempo, o ir e vir, do Pântano do Sul.

O "istepô" é talvez a expressão mais
característica dos manezinhos.


Ficou curioso com o termo istepô? Pois é assim que os moradores mais antigos do Pântano do Sul, dizem àqueles que necessitam de um puxão de orelha, também aos que estão incomodando, mas também aos amigos, tudo isto depende do contexto, da entonação, da razão que o istepô deu. O Pântano do Sul é uma região do sul da ilha de Florianópolis que ainda guarda costumes de outros tempos, trazidos pelos açoreanos que chegaram ali e puseram-se a pescar e habitar aquela praia. Esse jeito muito próprio dos manezinhos (assim são chamados os moradores da ilha), principalmente do falar, rendeu até uma publicação tratando só dos termos locais, o "Dicionário da Ilha - Fala e Falares da Ilha de Santa Catarina (Editora Cobra Coralina), de autoria do Fernando Alexandre e da Andrea Ramos.

Recentemente, 22 de abril, o Pântano do Sul viu a tranqüilidade do lugar ser ameaçada, a comunidade foi convocada para uma audiência pública, o motivo era a apresentação de um Rima (Relatório de Impacto Ambiental) e da viabilidade da construção de um enorme condomínio de alto padrão, com estimativa de 6 mil novos moradores à sua conclusão e com todo o tipo de impacto que um grande empreendimento como este gera em seu entorno. Pra começar, 6 mil é justamente o número de atuais moradores, agora dá pra imaginar o que acontece num espaço quando dobra sua população. A discussão seguiu como qualquer um imaginaria, os empresários enumeraram as vantagens e deram prováveis soluções para esgoto e abastecimento, para as questões ambientais e logísticas. O que talvez não esperassem é que mais de 40 pessoas da comunidade de pescadores, aliados a moradores das mais diferentes profissões (biólogos, professores, engenheiros, etc), pedissem a fala e elencassem falhas, problemas do tal relatório e mostrassem a insatisfação com o projeto. Haverá desdobramentos, mas uma mensagem ficou clara: a comunidade não quer este tipo de desenvolvimento. Entendeu, ô istepô!

Por Tissiano da Silveira


Mexa-se...E, Preserve !!

A demanda por água está rapidamente esgotando o suprimento, fato que pode ser atribuído à razões, como: má administração dos recursos hídricos, aumento da população, ineficiência e desperdício de água em irrigação, uso inadequado das terras e desmatamento. Assim, e apesar dos três quartos da superfície da Terra serem recobertos por água, o que chega a um total de 1,5 bilhão de km3 de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. O mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água – apesar da abundância. O fato é que apenas uma pequeníssima parte de toda essa água do planeta Terra serve para abastecer a população -, e diante de tal realidade a projeção, segundo a ONU (Organizaçaõ das Nações Unidas), é de que em 2025, dois de cada três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez -, ou seja, vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água.

Água.. fonte de vida temos o dever de preservá-la!!!


Essa realidade já está bem próxima de nós -, pois, 29 países já teem problemas com a falta d'água e, o quadro tende a piorar. Diante de tal realidade, estima-se que na metade deste século, de dois a sete bilhões de pessoas, em mais de quarenta países, sofrerão de escassez de água potável. Escassez preocupante inclusive no Brasil, que é considerado o país das águas, já que detém 12% do volume de água doce existente no planeta. Notadamente, a água deve ser usada racionalmente, não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. Portanto, utilizada com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Visto que ela é a condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano, e, dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura – sendo sua proteção uma necessidade vital, além de ser a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Pois, apesar da abundância desse recurso no planeta, a sua escassez tem sido intesamente apontada como um dos problemas mais preocupantes do milênio.

Evite ações como estas...a natureza agradece!!


Prontamente, cabe a sociedade, a cada um de nós, buscar formas, meios que possam contribuir para promover ativamente o uso sustentável da água, bem como a proteção e melhoria do meio ambiente, e só através da Consciência Ambiental, ou da Educação Ambiental juntamente com uma Legislação Ambiental, atualizada e ajustada às condições locais e regionais, podem verdadeiramente imprimir mudanças comportamentais e, claro nos valores de cidadania. Pois, não adianta apenas cobrar, temos que fazer nossa parte, e a conscientização de cada um nesse processo é fundamental para obtermos mudanças significativas, não só em relação a preservação da água, mais de todos os recursos naturais.


Algumas dicas para combater o desperdício de água


Não demore muito tempo no chuveiro. Em média, um banho consome 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, 25.550 litros por ano;
› Lave o carro com balde em lugar da mangueira. O esguicho aberto gasta aproximadamente 600 litros de água. Se você usar balde, o consumo cairá para 60 litros;
› Você pode economizar 16.425 litros de água por ano ao escovar os dentes, basta molhar a escova e depois fechar a torneira. Volte a abri-la somente para enxaguar a boca e a escova;
› Vazamento em casa é responsabilidade de cada um e, na rua é responsabilidade das empresas de saneamento;
› Uma torneira pingando 10 gotas de água por minuto pode parecer bobagem mais desperdiçam 2 mil litros de água por ano – feche torneiras e registros, e faça testes no hidrômetro se houver alteração tem vazamento;
› Prefira os produtos reciclados - além de economia de energia, sua produção traz também economia de água;
› Economizar água na sua casa significa também economizar dinheiro - sem prejudicar a saúde e a limpeza da casa e das pessoas;
› Cuidado: Nada de "varrer" quintais e calçadas com esguicho; use a vassoura!
› Vamos preservar para não faltar!!


Por: Sylvia Collaço

Primeiro dia de aula no pré-vestibular comunitário "Nacional"




Em roda durante a noite do dia 03 de março de 2009 dentro de uma sala, antes ociosa, da Escola Municipal Glória Marques nos encontramos para o início das aulas do novo cursinho comunitário. Turma cheia, 25 pessoas, na sua grande maioria mulheres jovens e adultas algumas, inclusive, são mães. A presença masculina também foi notada. Todos de uma mesma região geográfica: "Nacional" em Contagem - Minas Gerais. Muitas descrições posso fazer desse encontro de apenas três horas que, para mim foram fecundos e esperançosos.

É uma nova turma que começa e enquanto membro da Rede Educafro Minas (rede de pré-vestibular para negros e pessoas da camada popular) quis me situar naquele espaço com minha experiência de vida e a partir disso dialogar com todas essas pessoas animadas em retomar aos estudos, buscando se qualificar através do cursinho para adentrarem no espaço de uma "monocultura dos saberes" denominado universidade.

O jogo de espelhos simboliza bem o nosso encontro. Ora uma dizia como é ser negra, ora outro comparava a migração da família do campo para cidade com a luta para entrar na universidade depois de muitos anos sem estudar, ora um se dizia do Nacional, ora do Bom Jesus, ora um se dizia favelado, ora educador da escola. Em cada fala fomos nos entendendo, nos desencontrando e produzindo conhecimento em uma "ecologia dos saberes". A pergunta que fica é: que universidade queremos? Pois, pensar numa universidade para todos é pensar uma universidade que não inviabilize as experiências dessas pessoas. Uma universidade enegrecida e sustentável precisa mudar sua epistemologia, precisa deixar emergir os saberes provenientes das diferenças.
Boas energias ao pré-vestibular do Nacional, que nesse encontro descobri como essa palavra "nacional" encobre uma multiplicidade de denominações, experiências, saberes, pontos de vistas. Para um desavisado "Nacional" inviabiliza toda uma classificação local geográfica dos lugares de moradia e vivência.




Paula Grazielle Viana dos Reis




www.educafrominas.org.br
TEATRO E CULTURA





















TEATRO TAMBEM E COMUNICAÇAO


Esta em cartaz no teatro do norte shopping (RIO DE JANEIRO) um peça documentario, a atris andrea cevidanes fez uma pesquisa com 60 mulheres e escolheu 6, para ser personagens, e sabe quem e um desses personagens e... pois e... sou eu, sao historias de vida real






So assistindo pra ver, o que ela faz com a as 6 historias, dar pra rir e chorar ao mesmo tempo..






texto : ROSALINA DA SILVA

A...LEM...DA Massinha


Um Projeto diferente que alia animação em massinha e lendas indígenas está acontecendo em algumas escolas da cidade de São Paulo, com o Apoio da Secretaria do estado da cultura em parceria com a Cooperativa Paulista de Culturas Populares o A...LEM...DA Massinha: Lendas Indígenas e Cinema de Animação promove o encontro da cultura indígena através de suas lendas com jovens que se tornam produtores de animação.

Confira a entrevista com Fernanda Forato Coordenadora desse projeto e como ela está inserindo a comunicação através da animação dentro dessas escolas:


http://vitroladavovo.podomatic.com/entry/eg/2009-05-02T12_13_32-07_00


O Projeto está em andamento durante o ano de 2009, já aconteceu nas Escolas Teia Multicultural e Politeia Educação Democrática e ocorrerá na EMEF Armando Cridey Righetti, EE Prof. Dona Zalina Rolim, EE Moacir Campos e Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.




Por Uirá Vital



Graffiti e identidade contemporânea

Na perifeira de Osasco, cidade da grande São Paulo, mais específicamente no bairro do Rochdalle, a prática do Graffiti uma dimensão características do movimento Hip Hop vem sendo desenvolvida ao longo de quase 18 anos pelo grafiteiro Dingos, suas obras que abordam violência, racismo, combate a condições degradantes de vida e drogas despertou a sensibilidade em muitos adeptos e multiplicadores de sua ação. O graffiti são expressões artísticas feitas com spray em paredes, muros ou qualquer outra superfície.
Além de figura representativa na cena do movimento Hip Hop em Osasco, Dingos é arte-educador na Associação Eremim no mesmo município, desenvolvendo diversas ações e sendo um referencial para a juventude local, organizando diversos bate-papo com importantes personagens da cultura periférica em todo país, sua última ação com adolescentes e jovens do bairro do Rochdalle foi a organização do Workshop e bate-papo: Graffiti e Arte de Rua entre 17 e 19 de Abril com o artista Emol. Este encontro foi singular já que contou em toda sua organização com a participação ativa dos educandos da Associação Eremim, aliás a construção coletiva das ações culturais no bairro tem sido um importante exercício de formação da identidade contemporânea cultural desta juventude.

O graffiti em Osasco através das ações do arte-educador e antes de tudo grafiteiro Dingos, espalha salpicadas de cor pelos mais diversso espaços públicos da cidade, além de intervenções em objetos e superfícies inéditas ao graffiti, como por exemplo a customização de objetos, personalização e espaços, onde nos apresenta uma imensa rede em uma construção cultural que vai tecendo através dos diversos diálogos nas ruas e na cena do movimento Hip Hop. Além disso a customização e a personalização é também uma interessante estratpegia de ação frente a economia solidaria e a geração de renda na periferia, com a produção de shapes como peças de arte, além de telas exclusivas, calçados e roupas, além muitas outras coisas.












Esta arte puramente urbana além de ser uma criação artística, pode ainda ser um mediador em diversas discussões e bate-papo entre jovens durante todo o processo de criação e organização antes de partir para a produção propriamente dita.

Adriano Evangelista da Silva, educador.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ABC da autosuficiência

Decidimos parar de sofrer. Decidimos criar caminhos diferenciados. Caminhos que nos tragam FELICIDADE, que sejam estimulantes, que nos façam menos alienados de nossa própria existência, que nos tornem mais solidários com a Natureza (que inclui coisas e seres). Decidimos inventar o “outro mundo possível” tão difundido nos últimos tempos...

Mas de onde vem essa “luz”, esse “milagre” fantástico? De nossas necessidades vitais que agora podemos compreender melhor... As mais íntimas e mais básicas...

Estamos aqui no ABC paulista, região ao lado do monstro São Paulo, de tradição operária, de mobilizações sociais, de urbanização feroz, mas também de muita cultura e muito sentimento. Ao mesmo tempo que nos facilitou vários progressos, degradou outros. Perdemos parte de nossas essências enquanto humanos e nos tornamos massa (números, mercadorias).

NÓS estamos falando de – e praticando – autonomia, liberdade, alegria, autogestão, ativismo cidadão, criatividade, arte. VIDA simplesmente. E NÓS somos indivíduos, grupos formalizados, coletivos alternativos e quem mais queira tentar o diferente. Processo que vai ser longo mas promete ser muito prazeroso. E que tem de ser iniciado JÁ...

Nomeando algumas iniciativas: Projeto OFICINATIVA, KAH-HUM-KAH, Cidadão do Mundo, Ativismo ABC, Kilombagem, Quintal Orgânico, UNICOM Livre, Abaçá da Oxum, Coletivo ABC Cineclube, entre outros.

Ficou curioso? Não hesite em se aproximar, participar e compartilhar essa criação permanente. Aqui, aí, seja onde for.

Outras informações: http://www.oficinativa.blogspot.com/.

texto: Carlos Rogerio Amorim